Cuiabá – Manchetes dos sites destacam manifestação

Veja as manchetes dos sites sobre a manifestação de hoje (02/08/2011) contra a privatização da água (Sanecap) e em defesa do Passe-Livre (cliquem na imagem para verem as matérias), veja também o que como os sites repercutiram o ato.

Repercussão na mídia, Clique em “Leia o resto deste artigo “:

Olhar Direto

02/08/2011 – 10:06

Manifestantes são barrados pela PM na Casa do Povo, tropa de choque chega e vereadores ‘ignoram’ protesto(veja fotos)

Da Redação – Alline Marques
Foto: Alline Marques<img title=”Manifestantes são barrados pela PM na Casa do Povo, tropa de choque chega e vereadores ‘ignoram’ protesto (veja fotos)” src=”http://www.olhardireto.com.br/imgsite/noticias/000282011131120.gif” alt=”Manifestantes são barrados pela PM na Casa do Povo, tropa de choque chega e vereadores ‘ignoram’ protesto (veja fotos)” />

A mensagem de “A Casa É Sua” ficou apenas no painel da fachada da Câmara Municipal de Cuiabá, porque os manifestantes contrários à concessão da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) foram impedidos de entrar na chamada Casa do Povo. Uma fila de policiais militares impedia a entrada dos mais de 200 participantes do protesto em frente ao legislativo cuiabano.

Até mesmo o deputado federal Valtenir Pereira (PSB) foi “barrado” na porta, já que não possui credencial, porém acabou entrando no prédio, mas sequer foi convidado para usar a palavra no plenário. A Mesa Diretora ignorou a presença do representante da bancada federal, mesmo tendo sido avisada pelo vereador Lúdio Cabral (PT).

Enquanto o protesto acontecia do lado de fora, sendo monitorado pela tropa de choque da Polícia Militar, os vereadores realizavam a sessão ordinária e claro que o assunto foi a criação da Agência Municipal Reguladora dos Serviços de Água e Esgoto (Amaes).

Os vereadores deram um exemplo de anti-democracia. O vereador Lúdio Cabral (PT), mais radical no posicionamento contrário à chamada privatização da Sanecap, foi impedido de usar a palavra, mesmo tendo sido ofendido pelo colega de parlamento Antônio Fernandes (PSDB). Para ele, o petista está enganando o povo, pois não estava ausente na sessão em que foi votado o projeto de lei que cria a Amaes.

No entanto, esqueceu que ao mesmo tempo em que foi aberta a sessão ocorria numa sala ao lado, no prédio da Câmara Municipal, a audiência pública para discutir o Plano Municipal de Saneamento. Discussão essa que foi ignorada, já que a lei foi aprovada, antes mesmo do término da reunião.

O vereador Adevair Cabral (PDT) defendeu a intenção da administração municipal em conceder à iniciativa privada os serviços de água e esgoto da capital. Numa comparação simplista, ele lembrou da privatização da energia elétrica, que representou grande melhorias.

Já o outro pedetista, Toninho de Souza (PDT) já reconheceu que errou ao votar pela criação da agência e adiantou que se não houver debate com a sociedade se posicionará contrário à nova mensagem que poderá ser encaminhada à Câmara pela Prefeitura de Cuiabá.

O prefeito Chico Galindo (PTB) deveria encaminhar ainda nesta terça-feira (2) uma nova mensagem de lei referente à Amaes, mas o tal projeto acabou não chegando. O prefeito defende ainda que a empresa que assumir os serviços invista R$ 100 milhões, quite as dívidas da Sanecap e mantenha os servidores.

Os policiais que faziam a segurança em frente ao prédio da Câmara não deram folga para os manifestantes, principalmente, para os estudantes. Ao chegar à manifestação, a equipe do Olhar Direto flagrou a PM realizando revista em estudantes que reforçam o coro contra a “privatização” da Sanecap.

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RD NEWS

CÂMARA DE CUIABÁ | 02/08/2011 – 12:36

Mais de 300 servidores fazem ato de manifestação no Legislativo

Andréa Haddad

     Mais de 300 servidores da Sanecap fizeram uma manifestação nesta terça (3), em frente à Câmara de Cuiabá, contra a possibilidade de concessão à iniciativa privada dos serviços de distribuição de água e tratamento de esgoto da Capital. Eles mostraram-se irritados diante da decisão do presidente da Mesa Diretora, Júlio Pinheiro (PTB), de distribuir apenas 60 crachás a manifestantes que quisessem acompanhar a sessão.

“Barrados” pelos servidores da Casa e, até mesmo, por agentes da Polícia Militar, os servidores da Sanecap tiveram que se contentar em ficar na praça Moreira Cabral engrossando gritos de protesto e distribuindo panfletos que alertam para possíveis transtornos que a concessão dos serviços atualmente realizados pela Sanecap podem causados aos moradores, bem como ao erário.

A sessão terminar por volta das 11h. Servidores da Sanecap aguardam agora uma decisão judicial de segunda instância mantenha o despacho do  juiz Cesar Francisco Bassan, da Primeira Vara Especializada da Fazenda Pública, que concedeu uma liminar anulando a sessão da Câmara de Cuiabá que aprovou a lei que cria a Agência de Regulação de Serviço de Água e Esgoto e autoriza a concessão da Sanecap. O prefeito Chico Galindo (PTB) já avisou que pretende encaminhar nova mensagem, com o mesmo teor, ao Executivo, caso o Tribunal de Justiça não acate o recurso da procuradoria do município.

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24 Horas News

02/08/2011 – 10h30
Tropa de choque da PM impede entrada de servidores da Sanecap na Câmara
Jonas Jozino
Redação 24 Horas News

A Casa do Povo não foi liberada para os servidores da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap), que protestam contra a privatização da empresa de água de Cuiabá. Eles foram proibidos na manhã desta terça-feira de entrarem na Câmara Municipal de Cuiabá para uma vigília contra uma nova manobra por parte da base aliada do prefeito Francisco Galindo e do presidente do Legislativo, vereador Júlio Pinheiro (PTB). Os dois admitiram votar um novo projeto que permite fazer a concessão do sistema para a iniciativa privada, substituindo o projeto aprovado, atualmente suspenso por decisão judicial.

A presença da Polícia Militar no local causou tensão. Na semana passada, houve confronto entre militares e manifestantes no centro de Cuiabá. A Polícia foi acusada de atirar contra o grupo e usar spray de pimenta contra uma menina de 12 anos. Por ordem de Pinheiro, foi determinado que somente poderiam entrar no Legislativo o numero de pessoas suficientes para a lotação das galerias.

Enquanto os vereadores, reforçados pelos secretários Edivá Alves e Paulo Borges, que foram exonerados de suas funções para voltarem a atuar no legislativo municipal, estavam aos sorrisos no plenário, o servidores esbarram da Polícia Militar, chamada às pressas sob o pretexto de defender o prédio e a integridade dos parlamentares municipais.

Centenas de manifestantes compareceram na Câmara e viram uma  tropa de choque disposta a qualquer coisa para cumprir ordens superiores e justamente em uma local que o principal slogan diz:  “Pode chegar, a casa é sua!”.

Nem mesmo o deputado federal Valtenir Pereira (PSB), que defende publicamente os servidores e critica a decisão do prefeito Chico Galindo (PTB) teve permissão de entrar no parlamento. Foi barrado na porta, sob a alegação de que não possuía uma credencial especial fornecida pela presidência da Câmara para a sessão desta terça-feira.

O projeto de privatização, proposto pela Prefeitura ainda não foi aprovado, mas os vereadores dão claras demonstrações de que não vão se importar com a pressão popular. O vereador Adevair Cabral (PDT) defendeu a intenção da administração municipal em conceder à iniciativa privada os serviços de água e esgoto da capital. Numa comparação simplista, ele lembrou da privatização da energia elétrica, que representou grande melhorias.

Vereadores da base do prefeito subiram a tribuna para defender o projeto. “Não importa a forma. Queremos que a água chegue na torneira dos moradores”, discursou o líder do prefeito, vereador Éverton Pop (PP).
Até o momento, demonstraram votar contra a aprovação do projeto os vereadores Domingos Sávio (PMDB), Toninho de Souza (PDT) e Lúdio Cabral (PT). Os votos não serão suficientes para impedir a aprovação do projeto
O prefeito defende ainda que a empresa que assumir os serviços invista R$ 100 milhões, quite as dívidas da Sanecap e mantenha os servidores

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Gazeta Digital

Terça, 02 de agosto de 2011, 12h10
 FIM DO RECESSO

Câmara retoma trabalhos sem votar privatização

 Téo Meneses, especial para o GD

Os vereadores por Cuiabá encerraram, há pouco, a primeira sessão plenária desse segundo semestre sem colocar em votação novo projeto de lei que permite conceder à iniciativa privada os serviços de fornecimento de água e tratamento de esgoto. A decisão esfriou a manifestação de estudantes, servidores públicos e sindicalistas que protestaram contra a privatização nas galerias e do lado de fora do Legislativo.

O presidente da Câmara, Júlio Pinheiro (PTB), afirmou que o prefeito Chico Galindo (PTB), de quem é um dos principais aliados, vai aguardar a Justiça reavaliar a suspensão da lei que permite a concessão antes de decidir se envia novo projeto para votação. Cerca de 200 manifestantes acompanharam a sessão na Câmara, marcada por críticas aos vereadores que declararam ser contra a privatização, como Lúdio Cabral (PT), Domingos Sávio (PT) e Toninho de Souza (PDT). Cerca de 30 policiais militares acompanharam a sessão para evitar confronto.

Durante a sessão, Lúdio apresentou requerimento para instalar uma comissão parlamentar de inquérito e investigar os gastos da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) nos últimos 18 meses. “A prefeitura diz que não tem recursos para investir no saneamento. Queremos ver onde foi gasto o dinheiro do setor”, afirmou o parlamentar. O requerimento conta com a assinatura do petista e de Domingos Sávio (PMDB). Clovito Hugueney (PTB) recuou e retirou a assinatura. São necessárias 7 votos para aprovar o pedido.

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