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Passe-Livre garantido: Mais uma vez os estudantes mostraram sua força nas ruas de Cuiabá

Fábio Ramirez

 

Estudantes ocuparam a frente da prefeitura na manifestação do dia 25/11. Foto: Joab Barbalho

As mobilizações em defesa do Passe-Livre, que tiveram início a pouco mais de três semanas, mostraram mais uma vez a força do movimento estudantil ao arrancar do prefeito a garantia de que ele não mexerá na lei do Passe-Livre e que a prefeitura continua responsável em garantir o direito a todos os estudantes de Cuiabá.

A idéia do prefeito era mudar a atual lei e estabelecer como responsabilidade da prefeitura somente o Passe-Livre para os estudantes da rede municiapal. Segundo Galindo, o Passe-Livre dos estudantes da rede estadual e federal deveriam ser de responsabilidade do governo estadual e federal, respectivamente. Sobre os estudantes da rede particular nunca se comentou, provavelmente Galindo pretendia acabar o direito para esses estudantes.

No entanto, isso significaria o fim do Passe-Livre, pois a grande maioria dos estudantes da rede municipal mora próximo de suas casas e não utilizam o transporte coletivo, são estudantes do ensino fundamental.

A lei proposta pelo prefeito “paraquedista” Chico Galindo e pelo vereador “bucha de canhão” Julio Pinheiro era um ataque ao movimento estudantil e pretendia dividir os estudantes, de acordo com a esfera de estudo. Se o desejo do prefeito virasse realidade passaria a ter as mobilizações dos estudantes da rede estadual, outra da rede municipal e outra da rede federal, cada qual com seus respectivos governos. Sem dúvida enfraqueceria os estudantes, e o Galindo sabia disso.

Mas os estudantes não caíram nessa armadilha e mostraram união nas mobilizações. A categoria estudantil é uma só, independentemente do seu local de estudo.

Agora é preciso continuar em estado de mobilização e se preparar que novos ataques avizinham-se, o prefeito e seus porta-vozes já anunciaram na mídia que pretendem privatizar a Sanecap, um patrimônio dos trabalhadores cuiabano. Mas antes vamos continuar “nas ruas” pois ainda temos duas tarefas imediatas a resolver: Conquistar a revogação do aumento da tarifa e a revogação do aumento do IPTU, dois outros golpes dados pela prefeitura no povo.

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SERRA APROFUNDA A POLÍTICA DE PRIVATIZAÇÃO NA USP

Por Fábio Ramirez
Trabalhadores terceirizados e estudantes fazem ato em frente à Reitoria da USP contra a terceirização

Reitor Rodas e Serra, senhor da escravidão

No dia 25 de março um grupo de manifestantes protestou contra a política de terceirização na USP. O ato reuniu estudantes, dirigentes de Centro Acadêmicos, diretores do SINTUSP (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo), trabalhadores terceirizados da USP e teve até interpretação artística da política de exploração que sofre os trabalhadores terceirizados.

Quem motivou a organização do ato foram os trabalhadores da empresa Personal – empresa terceirizada na USP. Segundo explicava o panfleto da convocatória do ato, “Em dezembro de 2009, a empresa “Personal”, que presta serviço de vigilância, não pagou os salários aos trabalhadores. Muitos deles, inclusive, receberam os holerites “zerados”! Se não bastasse, em janeiro a empresa novamente voltou a não pagar o salário de muitos dos trabalhadores, sendo que somente alguns poucos receberam parcialmente seus salários.

Para enxugar os gastos com a universidade pública o governador José Serra (PSDB) tem aprofundado a política de privatização, através das terceirizações dos serviços na universidade. Como resultado dessa política, a USP tem se tornado um ‘formigueiro’ de empresas privadas, que assumem os serviços que antes era tarefa do poder público. Como o objetivo dessas empresas é somente o lucro, sem nenhum comprometimento com a qualidade do ensino ou o caráter público da universidade, os serviços estão cada vez mais precários e nem os salários estão sendo pagos em dia. Tudo isso é um total ataque aos direitos dos trabalhadores. Leia o resto deste post »

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Novo vestibular continua com a exclusão dos filhos dos trabalhadores da universidade pública

Por Fábio Ramirez

Os jornais dizem que sobram vagas nas Universidades Públicas. Um curto estudo mostra a realidade do investimento e das vagas nas universidades

O vestibular é um funil

O vestibular é um funil

Após o vestibular 2010, o primeiro organizado através do SISU (Sistema de Seleção Unificada), programa do Ministério da Educação (MEC) que pretendia “democratizar as oportunidades de acesso às vagas públicas de ensino superior”, segundo informa o site do MEC, podemos constatar que seus objetivos não foram alcançados. A razão é muito simples, o investimento na ampliação do ensino superior público foi insuficiente e praticamente não aumentou as vagas.

O verdadeiro problema persiste: existem muitos estudantes que já se formaram e estão aptos para estudar nas Universidades Públicas, mas enfrentam o problema de poucas vagas disponíveis. O próprio MEC confirma: “793,9 mil candidatos concorreram a 47,9 mil vagas em 51 instituições de ensino superior [público] em todo o país” (os dados não levam em conta algumas instituições públicas que não participaram do SISU, como a USP, Unicamp e algumas federais, que seguem proporções semelhantes).

A missão de “democratizar as oportunidades de acesso às vagas públicas” deixou 746.000 estudantes fora da universidade pública garantindo vagas para apenas 47.900 jovens, essa é a democracia no acesso oferecido pelo MEC!?

A demanda cresce mais que o número de vagas

No vestibular de 1997, a relação era de 7,4 candidatos inscritos por cada vaga oferecida. Em 2001 passa para 9,3 (dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP). Em 2010 chega ao espantoso índice de 16,5 estudantes concorrendo por cada vaga em uma instituição pública de ensino superior (dados do MEC).

É claro que no governo de FHC a Universidade Pública passou pelo pior momento de sua história, com sucateamento e de fato nenhuma nova universidade pública foi criada. O governo Lula, que foi eleito em 2002 para salvar a educação pública, é um governo indiscutivelmente muito melhor que o de FHC, mas não tem conseguido resolver minimamente a questão do funil, aumentando sempre a fatia de estudantes que não conseguem acesso às universidades públicas.

As políticas apresentadas como “democratização do acesso” apenas têm criado uma cortina de fumaça que esconde o real problema da necessidade de abrir mais vagas. Assim tem sido com o ‘Novo Enem’, o ‘SISU’, e também com o ‘ProUni’ e ‘FIES’, que ao fim, destinam milhões dos cofres públicos para o bolso dos empresários da educação, enquanto esse dinheiro poderia ser usado para aumentar as vagas nas universidades públicas. Leia o resto deste post »

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Jovens e trabalhadores seguem mobilizados contra o aumento da tarifa em SP

Por Fábio Ramirez

Vários atos ocuparam as ruas de São Paulo contra o aumento da tarifa do ônibus durante o mês de Janeiro. Agora, nos dias 4 e 11 de Fevereiro mais manifestações ocorrerão

Manifestação contra o aumento em São Paulo

O ano começou com muita mobilização em São Paulo. Desde o anúncio do aumento na tarifa de ônibus quatro manifestações já foram organizadas na capital e diversos atos e panfletagens. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) reajustou a tarifa em 17% no primeiro dia útil do ano, 4 de Janeiro, propositalmente para desmobilizar a resistência e aproveitar o período de férias. A tarifa subiu mais que a inflação e passou de R$ 2,30 para R$ 2,70! Um duro ataque aos trabalhadores e à juventude.

Mas Kassab não consegue desmobilizar a resistência popular e a “Rede Contra o Aumento”, uma frente única que reúne diversos movimentos sociais, partidos e organizações políticas, vem servindo como instrumento de luta. Panfletos dialogando com a população continuam sendo distribuídos e duas novas manifestações já estão sendo organizadas para os dias 4 e 11 de Fevereiro. A luta continua ganhando força e deve aumentar ainda mais com os anúncios do reajuste do transporte metropolitano e dos trens e metrô. Leia o resto deste post »

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CONSTRUIR A ALIANÇA OPERÁRIA E ESTUDANTIL POR UM PETRÓLEO 100% ESTATAL

Por Fábio Ramirez

O petróleo tem que ser nosso!

O petróleo tem que ser nosso!

Após 60 anos do poderoso movimento “O Petróleo é nosso” – que impôs a lei 2004/53 que conquistou o monopólio da União na exploração do petróleo e criou a Petrobrás – a luta pela soberania das riquezas naturais e os rumos do nosso petróleo voltam à pauta do movimento operário e estudantil.

Em agosto de 1997 a burguesia dá mais um golpe nos trabalhadores brasileiros com a lei 9.478, assinada por FHC. Essa lei derrubava o monopólio da exploração e produção do petróleo pela Petrobrás e iniciava a privatização através das concessões e dos leilões.

Dez anos depois a Petrobrás começava a anunciar os novos campos petrolíferos na região do Pré-sal, e já tem confirmado uma reserva 80 bilhões de barris de petróleo, podendo chegar a mais de 100 bilhões de barris.Para se ter uma idéia da importância deste tema observe-se que a reserva total do Brasil antes do pré-sal era de 14 bilhões de barris. Cada barril chegou a valer US$ 140 no período pré-crise, e hoje gira em torno de US$ 68 o barril. É muito dinheiro e isso desperta a cobiça dos capitalistas que tem utilizado o Estado e o parlamento para aprovar leis que lhes permitam meter a mão nessa riqueza. Leia o resto deste post »

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Fim do vestibular de verdade, só com vagas para todos!

Por Fábio Ramirez

O dito ‘fim do vestibular’ anunciado pelo Ministro da Educação Fernando Haddad e apoiado fervorosamente pela UNE e UBES, não passa de uma fraude

No projeto apresentado pelo governo, o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) se tornaria o exame substituto ao vestibular em todas as universidades federais. Em vez dos alunos prestarem uma prova específica da instituição no qual almejam estudar, prestaria o ENEM.

Assim, o governo anuncia o fim das provas locais de seleção como sendo o fim do vestibular, mas “esquece” de avisar aos jovens que o funil continuará existindo porque não está se criando uma só nova vaga! “Esquece” de avisar aos jovens que a maioria esmagadora deles continuará fora da universidade.

O vestibular vai acabar?

Na prática o vestibular não irá acabar e em vez dos jovens serem barrados pelo dito vestibular, serão barrados agora pelo novo ENEM! Nada muda. Antes os cursinhos lucravam com a má qualidade do ensino fundamental e anunciavam na TV e no rádio orgulhosamente os primeiros colocados no vestibular, e agora anunciarão os primeiros colocados no ENEM. Trocaram-se os nomes dos bois, de vestibular para ENEM, mas o boi não deixou de ser boi. Leia o resto deste post »

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BNDES libera R$ 1 bilhão para socorrer universidades privadas

Por Fábio Ramirez

Tubarões do ensino pago enchem o bolso com dinheiro público. O Movimento Estudantil precisa retomar a luta por ‘Dinheiro público somente para a educação pública!’

O dinheiro público está indo para o bolso dos donos das universidades privadas

O dinheiro público esta indo para o bolso dos donos das universidades privadas

O governo Lula, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, “liberou uma linha de financiamento para instituições de ensino superior públicas e privadas com juros menores e prazos de pagamento maiores do que os praticados no mercado.

A linha de financiamento do BNDES terá duração de cinco anos e disponibilizará R$ 1 bilhão –cerca de 40% do orçamento da USP. Os recursos poderão ser usados para gastos em infraestrutura, compra de equipamentos, qualificação de professores, capital de giro (custeio), fusões e aquisições e até pagamento de dívidas.

A linha de crédito é fruto de um protocolo firmado entre o MEC e o BNDES.
(Folha de SP, 06/08/2009).

A matéria publicada pela Folha de São Paulo explica o objetivo da linha de crédito: “ajudar as instituições para diminuir os efeitos da crise econômica”. Mais claro impossível. Leia o resto deste post »

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